quarta-feira, 7 de março de 2012

VIDA PRA QUEM QUISER

“Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.” João 5.26,27


Julgar o quê? Você olha o texto e vai pensar que o Filho do Homem irá fazer uma triagem com selo de qualidade: você sim, você não, você não também, esse outro aí não, esse sim, e por aí se vai. O assunto do texto não é esse, mas a vida. “O Pai tem a vida” é diferente do “Pai que vive”. Você vive, eu também, mas o Pai é a própria vida. Foi Ele que a inventou. Fez do jeito que queria, e deu tanto a você e a mim, algo que ninguém consegue explicar, a vida. Não tem área do conhecimento humano, nem medicina, genética, ou que estude a subjetividade como a psicologia profunda, ou a filosofia em alguns casos, que dê conta do assunto. Nem a teologia consegue. Pra Ele foi fácil, disse e pronto ali estava a vida. Vida que era Ele e que depois soprou sobre o barro. O barro entra como símbolo de coisa comum, quase um nada, porque sem o sopro de Deus, somos uma arquitetura feita de lama. O barro valoriza o sopro, e assim o sopro, fica mais sopro ainda. Um sopro no superlativo, enorme de grande.

Pois é, o Pai julga e o Filho do Homem também. Julga pra dar vida. Olha aqui, vida pra você. Pra você também. Quem tá morto (5.25) precisa de vida, então toma, aqui tem. Dou vida pra você, pra você e pra você. Eu é que julgo pra quem dou vida, e eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância (João 10.10). Você não precisa entender o que a vida é, nem mesmo ficar na condição de morte, porque a vida está comigo e a dou a quem quero. Você anda comigo, e eu dou vida pra você. Só Eu posso fazer isso.

Vida pra quem quiser. Não é banca de feira, de jeito de nenhum. É quebrantamento e submissão: você dá a sua morte para Ele e Ele devolve o sentido do viver pra você.

pr. Natanael Gabriel da Silva

terça-feira, 6 de março de 2012

O DIA INACABADO




“Quando o dia começava a declinar, os Doze aproximaram-se dele e disseram: Manda embora a multidão, para que possa ir aos povoados e campos próximos hospedar-se e achar o que comer; pois estamos em lugar deserto.” Lucas 9.12

Bem, pode ser que os apóstolos estivessem preocupados mesmo com a situação dos que estavam com fome. Pode parecer pacotada, mas o texto diz o número, Doze, não os nomes. Não sei se isso já não indica um certo desconforto, pois pode ser também que estivessem pensando no descanso, não dos famintos, mas deles mesmos. Olha que havia uma multidão, e não existe registro de qualquer reclamação por algum deles. Só aparecem os apóstolos, no atacado, provavelmente fazendo uso de uma situação real, mas em benefício próprio. Negócio malufista mesmo.

Só que o dia não tinha terminado, nem estava próximo do fim, porque o melhor ainda estava para acontecer e aquele dia ficou aberto até hoje. Milagre como aquele, só nos tempos do deserto quando chovia maná, e naquela tarde choveu pão. Ao malufismo dos “Doze” Jesus respondeu com trabalho: “Dai-lhes vós de comer”. Não basta ter boas ideias, é preciso fazer alguma coisa. Resolvido isso, o milagre coroou o que ninguém havia pedido, esperado ou desejado.  Aquela multidão nem sabia direito o que estava fazendo ali. Muita gente enferma, e eles não tinham para onde ir, então ficaram. E no entardecer, o inesperado e a beleza no contraste do dia que termina e a esperança que se renova: Deus é Senhor do pão, do dia, do amanhã, e da misericórdia. No final da tarde, não antes, nem depois, e o dia ficou aberto pra nunca mais ser fechado.

Tenha um bom dia!
pr. Natanael Gabriel da Silva

domingo, 4 de março de 2012

UMA ORAÇÃO ANTIGA



“Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” Gênesis 22.1,2.

Eu sei que não foi uma oração nos moldes como estamos acostumados. Só quero pensar aqui um pouco sobre a oração que está além do que se diz. Também não estou querendo afirmar que a oração da devoção, aquela recomendada por Jesus a partir do quarto, quando se derrama a alma sem rodeios ou frases feitas, seria menos importante. Nada disso. É que, de certo modo, a oração só por meio de palavras, corre o risco de ficar apenas nas palavras.

Na verdade, se considerarmos a experiência de Abraão como uma oração, quase não há falas. Foi doída, eu sei. Levantar cedo, apanhar o menino andar por três dias, para depois fazer o que nem sabia direito a razão, não deve ter sido fácil para ele. Geralmente se entende a oração por uma resposta, você conversa com Deus e Ele responde. Uma oração ao contrário, foge à regra. Ainda mais se for uma oração que estica o sofrimento. Três dias andando e pensando, pensando e orando, perguntas que nunca chegaram a ser feitas, não sei se dor havia, nem mesmo imagino uma incompreensão. Ele sabia onde seria, isso sim. Hebreus diz que Abraão sabia que, mesmo se oferecesse o seu filho, o Senhor o ressuscitaria. Só que o caminho entre a casa, o lugar do sacrifício, o próprio sacrifício e a ressurreição, era longo demais, e foi. Foi Abraão e ficou mudo. Já ouvi alguém, de forma muito ingênua, afirmar que Abraão sabia que voltaria só por ter dito no plural “voltaremos”. Mas isso é pouco. Esconde o sofrimento, a caminhada e a oração que não disse nada, porque não havia nada para ser dito. Sem perguntas, exigências ou o clamor desesperado de quem não sabe o que precisa fazer para que a felicidade viesse rebocada pela obediência. E se você procurar uma razão, explicação ou indicação do que afinal poderia pretender Abraão por obedecer, não vai achar nada. Só tem o toma teu filho, e ainda o reforço, seu único filho, e depois continua, a quem tu amas, e a palavra vai penetrando na alma, sempre singularizando. Começa com a expressão “filho”, individualiza com o “único filho” e deixa mais singular ainda com “aquele que tu amas”. Identidade completa, por inteiro. O “filho” era o privilégio de ter tido um. O “teu único filho” já é parte da promessa. “Aquele que tu amas” já é afetividade e pessoalidade. Insuportável oração que impõe um movimento, uma dor que não tem explicação, nem promessa, e nada que recebesse em troca poderia recompensar qualquer coisa. Eu sei que a promessa veio depois, mas antes Abraão nada sabia

O que teve a oração de Abraão? Não teve nada, apenas obediência, sem explicação, só submissão à soberania e entrega; talvez devolução da própria vida para ao inventor. Se orar faz sofrer, isso eu não sei. Se as palavras hoje ditas ao Senhor, sem um Moriá, sem um compromisso de vida, são suficientes para que se compreenda como oração, também não sei. Acho que não. Porque oração, mas oração mesmo, não são palavras ditas com emoção, cuja profundidade da alma ninguém pode ver ou saber, mas sim uma postura de vida.

Só sei que Abraão nos ensina uma oração sem palavras, talvez porque em algum caso, as próprias palavras não dão conta de determinadas orações.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O SABOR DA PALAVRA




“Porque o ouvido prova as palavras como o paladar prova a comida.” – Jó 34.3

Não foi Jó quem disse isso, mas Eliú. E acho que ele tinha razão, afinal as palavras têm sabor. Uma palavra branda é uma palavra branda, e só ela tem a capacidade de acalmar o coração. A gente se desarma, e tem sempre aquele especialista em primeiro desarmar para depois submeter o ouvinte. Isso é horrível, porque pela palavra alguém é capaz de invadir a nossa mente e desejos. A narrativa da serpente no Gênesis é um ensaio de leitura da alma, do desejo e da sutil invasão: Eva não resistiu. O primeiro capítulo é aberto com o disse Deus, depois disse Deus de novo, outra vez, disse Deus e tudo foi sendo criado, mas quando chegou a vez da serpente, não precisou muito e a palavra a seduziu com magia e sabor da fruta madura, antes de comê-la. Só pela imaginação, ficou sonhando como seria e foi deslizando na direção do que deveria ser proibido e, quando viu, já não havia mais pureza. Só na conversa, na palavra que vai abrindo a alma.

Só que esse não é um bom exemplo. Pode dar a entender que você precisa ser mais prudente, ouvir, avaliar, ficar mais mudo do que deveria, e por aí se vai. Tem hora que é isso mesmo, mas ninguém sobrevive dentro de um castelo que não tem entrada de palavras. Palavras não necessariamente sonoras, evidentemente, escritas ou que estão nos gestos, na arte, ou no modo como em determinadas situações alguma coisa fala por si.

As palavras têm certa magia, se me permite essa expressão. Tem um sobrenatural que nos aproxima, ou distancia, e pode ser doce ou amarga, preconceituosa ou afetiva, simples e humilde ou prepotente e impositiva. Não importa: só a palavra branda desvia o furor. A outra, aquela que é amarga, preconceituosa ou prepotente, cria abismos, e em alguns casos sequer dá pra construir pontes.

Uma palavra amiga, dirigida a alguém com um sorriso, que já vem doce, pode fazer muito bem a quem está próximo/a de você. Pela palavra, nas suas múltiplas formas, você se dá num Continente, amplo e aberto, ou numa ilha, só para usar as metáforas de Erico Veríssimo.

pr. Natanael Gabriel da Silva

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O PRIMEIRO DIA DA ESPERANÇA




“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.” – Romanos 5.5

Nietzsche em Ecce Homo disse que estava sepultando o seu quadragésimo quarto ano. Independente do que quis dizer com isso, um aniversário pode ser o primeiro dia depois do sepultamento, ou o primeiro que abre a esperança.

De passado e futuro, e também do indefinível presente, o texto bíblico recomenda as duas situações: esquecimento e caminhada. A ideia de um futuro é tão presente na religião cristã que Moltmann desenvolveu toda uma teologia com base na esperança. Tudo o que temos no texto, e aí é incluído o Antigo Testamento, pode ser resumido nesta palavra: esperança. Ela é tão forte que Paulo a coloca ao lado do amor e da fé. Amor é reunião, a fé pode ser compreendida como um deixar-se conduzir e a esperança é a caminhada. Trata-se do deslocamento, próprio do Israel antigo que aguardava a terra que parecia nunca vir. Às vezes, as cebolas do Egito, que conheciam, eram melhores que o enigmático futuro. É justamente a esperança que purifica o futuro de ameaças. O futuro continuará desconhecido e a esperança desliza sobre ele. Claro que isso é uma contradição, porque você espera o que, teoricamente, já aconteceu. Na sua cabeça é fato consumado, só que ainda está por acontecer. Sabe, com convicção, o que será, só que ainda não foi. Pra Paulo, o que resolve a crise é a paciência. Basta esperar o que Deus irá fazer, como se tivesse feito, um agradecer o recebido que ainda não foi. Jesus fez isso no túmulo de Lázaro e agradeceu a resposta da oração que ainda não tinha acontecido, mas já tinha. Esse é o papel da esperança, faz uma inversão do tempo, destrói a separação entre o sujeito e o evento e faz o presente e o futuro se encontrarem por meio de um milagre. Só que o milagre, esperado e sabido, quando acontece não perde o brilho, continua belo, mas não por ele mesmo, e sim por aquele iria fazer e fez. É como se acontecesse duas vezes: uma na esperança e outra no evento.

Só que isso nem sempre é simples. Num dado momento olha-se o futuro e aguarda-se o céu, noutro Paulo recomenda esquecer o passado. Numa situação o passado precisa ser recuperado, pois é necessário que o ser humano se lembre que noutro tempo era guiado por um princípio que não tinha futuro, isto é, sem esperança. Ora, não é possível caminhar na vida sem esperança. Também não é uma questão de traçar um objetivo para que deva ser alcançado, porque a esperança, esperança mesmo, na forma como o texto bíblico a apresenta, não está no controle do ser humano. Nada do jargão “faça o futuro acontecer”, porque este é uma declaração da suficiência do esforço pessoal. Também não é “não há nada para ser feito porque o futuro, de qualquer modo, nos alcançará” e ficar passivo a espera do trem, feito o Pedro pedreiro de Chico Buarque, esperando o trem que o levaria direto para o passado, ou ainda ficar na janela pra ver a banda passar e seu circo que domina a vida e o espaço público, toda fardada e barulhenta, que depois que passa, passou. Não é nem uma coisa nem outra: é tanto um caminhar sem trégua, como um saber que a realização será um ato sobrenatural de Deus.  A esperança conta com o sobrenatural e acredita que, com dizia o poeta, quem manda no futuro, me segura pela mão.

Então, se algum dia, alguém lhe perguntar sobre a esperança, diga apenas que é uma caminhada, um deslocamento. Diga também que ela começou hoje, seu primeiro dia, como se fosse a criação depois do caos: E disse Deus, haja luz, e houve luz, (...) houve tarde e manhã, o primeiro dia.

pr. Natanael Gabriel da Silva

sábado, 18 de fevereiro de 2012

FESTAS E FESTAS

“A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de abibe; porque nele saíste do Egito...” – Êxodo 23.5a,b,c

Era assim no tempo do Israel antigo: a memória da presença de Deus se dava, comunitariamente, pelas grandes festas nacionais. Muita celebração. Eram dias em que a comunidade parava para relembrar os feitos do Senhor na história. Não é difícil imaginar os mais idosos, segundo as suas tribos, narrando e contando os feitos dos antigos. Como não havia texto, nem forma de registro, o relato era oral, envolvia a paixão de quem falava sobre o que Deus fizera, desde os tempos de Abrão, que se tornou Abraão, e que lá nos primórdios havia estado naquela mesma terra que agora ocupavam. Falava-se de como o Senhor um dia o protegeu na angústia da noite. Tudo em detalhes, e o diálogo entre o Senhor e Abraão terminou com um ato de adoração; o adorador passeando pelo meio do sacrifício e uma promessa: é preciso olhar as estrelas para se conhecer a proteção e a história de um povo. Não, não se tratava de astrologia, apenas metáfora de proteção. Afinal, quem é o ser humano diante das estrelas? Assim iam narrando os mais velhos e mostrando aos mais jovens as mesmas estrelas vistas por Abraão. Contavam da promessa: aquele povo seria inumerável como as estrelas do céu.


Depois continuavam a narrativa e descreviam os tempos de Isaque e de Jacó, o Egito, o sofrimento, que toda a memória tem que ter, e o deserto. Quanta coisa havia acontecido no deserto! Falavam dos que não puderam entrar na terra prometida, de como Moisés descera do Monte com as tábuas da Lei e a multidão de libertos caminhando apenas na direção da terra que prometia muito, nela era como se, do chão, vertessem o leite e o mel. Tudo falado, narrado e compartilhado. Narrativas e narrativas sobre o relacionamento incompreensível entre Deus e seu povo. Caminhada, muita caminhada. De parada em parada, quarenta anos caminhando, e todos os dias o inexplicável Maná. E as palavras fluíam, as imagens iam sendo construídas na memória dos ouvintes, tendo o Senhor como centro de tudo. Eram festas de promessa e obediência, um reviver a história para que os mais jovens pudessem visitá-la com o coração e imaginação. E tinham muito que contar. Histórias de uma Arca que um dia navegou sozinha na imensidão de um único oceano, cheia de animais e nunca ninguém conseguiu explicar como isso foi possível. Só que a questão nunca fora o da possibilidade, mas do sobrenatural. O impossível, longe de ser um atestado de falta de veracidade, era confirmação de que o que não pode ser compreendido torna o mistério mais misterioso. Não era só a Arca que fascinava, mas também a impossibilidade de se compreendê-la. E o Mar Vermelho se abrindo? Precisa saber como isso foi possível? Claro que não, pois a história é da libertação do povo, e o mar era apenas o caminho. Importava o milagre, pois pra colocar um povo na trilha, Deus é capaz até de abrir os mares. Daí os olhos grandes e a imaginação corria solta pra tentar ver um mar, feito muralha, e a liberdade caminhando com os pés enxutos. E assim seguiam as sagas repetidas e repetidas, mas sempre novas, instigantes, apontando para o futuro: foi assim que Deus fez e é assim que fará outra vez. No ano seguinte tudo era repetido, contado e revivido, e a notícia chegava como se tivesse sido a primeira vez. Respiravam os feitos do Senhor que eram traduzidos em forma de adoração e gratidão. Era o que podiam dar ao Senhor: preservar a memória de Sua Presença.


Festas e festas, e cada um dá o que tem. Para a sociedade do nosso tempo, que se esqueceu de Deus, não é possível esperar muito.

Pr. Natanael Gabriel da Silva

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PROFECIA E SONHO

“No ano vigésimo quinto do nosso cativeiro, no princípio do ano, no décimo dia do mês, catorze anos depois que a cidade foi ferida, naquele mesmo dia, veio sobre mim a mão do Senhor e me levou para lá.” – Ezequiel 40.1

É assim que começa a longa narrativa de Ezequiel e o sonho da liberdade. Detalhe por detalhe e a cidade vai tomando forma, particularmente o Templo, porque era impossível pensar em liberdade se o assentamento de Deus não se desse primeiro. Não seria uma libertação simbólica de Deus, porque este, de certo modo, “havia ficado lá”, na terra destruída, e o mais importante na cidade seria a reconstrução da casa para Ele. O Templo de Ezequiel nunca foi construído. Para alguns, uma espécie de profecia que nunca se cumpriu.

Deixemos a profecia, e vamos pensar nela como um sonho. Sonho profundo que move o desejo de sobrevivência e luta, como se o futuro puxasse a busca. Algo semelhante ao querer crescer, deixar de ser criança e ter vida própria, que seria o contrário de Óscar, personagem de O Tambor de Gunter Grass que decidiu, diante das atrocidades, ficar sempre com o mesmo tamanho e seus três anos.

Quem não sonha, não cresce. Quem não sonha não é puxado para o futuro e nem tem fascínio com o que não vê; se de fato será, isso já é outra coisa. O sonho de Ezequiel era a liberdade e a confiança de que Deus estaria nela. Ele não sonhava para si, sonhava para Deus e queria vê-Lo novamente na morada da terra santa. Ezequiel sonhava em estar mais perto de Deus.

pr. Natanael Gabriel da Silva